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sábado, novembro 21, 2009

Cético



Não. Eu não acredito no amor.
Não acredito nas rosas, nos filmes de fim de noite nem em caixas de chocolates.
Não acredito naquelas músicas grudentas que são cantadas em forma de hino em meio a porres, ressaca e lágrimas .
Não acredito nas cartas suicidas, na tristeza sem razão.
Eu simplesmete não acredito.
Minha descrença será o meu fim.
Ou salvação




E você Eros, será sempre este sádico infante a se divertir com os devaneios alheios.

terça-feira, outubro 20, 2009


Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos
Tão certo...

Teríamos o mundo inteiro
E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços
De vidro...

Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...

Não queria te ver assim
Quero a tua força
Como era antes
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada...

Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria
Um livro aberto...

Até chegar o dia
Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço...

Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...

Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...

Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também...

~Legião Urbana_Andrea Doria~

domingo, julho 06, 2008

Na infância



Longe da terra natal ela brincou de ser mãe e ovelha negra
perguntas pairavam no ar..

quem era a filha?
quem era a mãe?
o pai?



Todos sufocantemente próximos
solitáriamente distantes


Na presença da ausência se fez
Sem que (quase) ninguém percebeçe


e com uma pequena ajuda..


cresceu.




sábado, junho 28, 2008

Natimorto




Hei tô aqui, não está me vendo?
Sabe aquele dia em que você acordou de madrugada?
era eu ao teu lado, você não me via idiota,
mesmo acordado você continua a dormir.
Vou te dizer um segredo,
Sabe quando você sonha com o amor,
com o desejo,
com o fogo,
e não faz nada a respeito?
sou eu a lhe tentar.
Mas ainda assim você fica sonhando,
se apega ao nada
e o nada poderia ser tudo,
o inimaginável.
se covardia não mata também não deixa viver,
Só põe um gosto de nada no céu da boca,
a insatisfação com o hoje
e a ilusão do amanhã te cega.
Um abraço no vazio, um sorriso amarelo,
uma mão que não te abriga
e uma noite sem cor é o que te resta sem esse amor.
Mas não se iluda, tal como um sonho,
pela manhã, eu posso não estar aqui
Porque a vida tem pressa
e não é feita pra quem a teme viver.


*Alex Huche and koreh*